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Mostrando postagens de fevereiro, 2020
Todo dia eu caio do 2º andar e como torradas sem recheio que me machucam o céu da boca e água gelada que machuca o estômago e encaro o sol que cega os olhos e fode todo o meu corpo com uma promessa de um câncer  só meu. Todo dia encaro covardemente o único raio fraco e solitário que vence o metal quente, as paredes mofadas, e reconforta o solo úmido  e o cheiro de merda e mijo sempre me enoja. Todo dia o sol que insiste em ser o horizonte independente da direção, e me cega até pra passagem do tempo. E vejo sua beleza pueril em seu insistente reflexo em todos os valões por onde passo. Todo dia depois que o sol se retira eu me revisto de belezas lisas ideais maciços e texturas macias E sempre acabo cuspindo à bile conhecimentos que não só não são meus, mas que não me aceitam. Todo dia quando já fui cegado pelo sol desejo amar amantes e sentir lhe sentimentos como quem cultiva belas formas de plantas lindas e controláveis  E qua...