Todo dia eu caio do 2º andar e como torradas sem recheio que me machucam o céu da boca e água gelada que machuca o estômago e encaro o sol que cega os olhos e fode todo o meu corpo com uma promessa de um câncer só meu. Todo dia encaro covardemente o único raio fraco e solitário que vence o metal quente, as paredes mofadas, e reconforta o solo úmido e o cheiro de merda e mijo sempre me enoja. Todo dia o sol que insiste em ser o horizonte independente da direção, e me cega até pra passagem do tempo. E vejo sua beleza pueril em seu insistente reflexo em todos os valões por onde passo. Todo dia depois que o sol se retira eu me revisto de belezas lisas ideais maciços e texturas macias E sempre acabo cuspindo à bile conhecimentos que não só não são meus, mas que não me aceitam. Todo dia quando já fui cegado pelo sol desejo amar amantes e sentir lhe sentimentos como quem cultiva belas formas de plantas lindas e controláveis E qua...
Ela amava, todos os cantinhos sujos E todos os muros de chapisco puxados, Becos mijados, prédios abandonados e vizinhanças perigosas da cabeça de tormenta que ele tinha. Perdoava todo crime de ódio e invasão, ação perigosa e confraternização desmedida Rompandes, vontades e caprichos de um ego monolítico e fragmentado ao mesmo tempo. E permitia dele truques de desaparecimento, jogos mentais e ilusões Magias, truques e mal entendidos Nos quais a falta de compreensão era dela, infantil. Eu isso que ela oferecia, era cobrado em dobro Indenturada Que tanto dava, e nada a sobrava